Curso - Pausas e vírgulas

Pausas e vírgulas
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Pausas e vírgulas
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Miguel de Unamuno - Jorge Luis Borges - Tatiane Sancho
Publicado em 29 de Julho de 2022
Homo Sapiens - sapiens...mas, às vezes, não tão sapiens...
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Curso
m
Definição de curso conforme o dicionário Aurélio:
  
Extensão percorrida pela massa líquida de um rio
  
O site “Pausas e Vírgulas", nas palavras do Dalzio, fará a continuação alguns comentários sobre os rios e nós,
os Homo Sapiens Sapiens - ...?

Repetindo o significado de curso
Extensão percorrida pela massa líquida de um rio

Ou seja, é o caminho que o rio percorre.
  
É por ali que correm suas águas.
Das suas fontes à sua desembocadura.

Em lagoas, em outros rios, no mar.
O rio é sempre o mesmo.
Suas águas não o são.
Como a história da humanidade,
que seria o curso.
Os indivíduos, as águas.
Semelhantes, ... e talvez, só diferentes?
Mas a faísca inicial é a mesma.

Nas desembocaduras, as águas se misturam com outras, ou seja, perdem sua individualidade.
Pertenciam ao rio em cujo leito deslizavam... e agora pertencem a algo maior...

algo semelhante à morte... embora continuem a existir em outras águas.

Algumas também evaporam... e voam e flutuam no ar...

... até retornarem como água.

Quem sabe se serão rio... ou córrego novamente... ou lagoa ou mar.

Há uma canção de Atahualpa Yupanqui que mistura rios com sonhos,
não com aqueles intencionais, mas sim com aqueles que se têm quando se dorme...
Sua letra assim começa:

Sonhei que o rio me falava
com voz de neve cimeira
 E entre outras palavras, também lhe dizia:
Tu que podes, volta
o rio me disse chorando

Embora nós, Homo Sapiens, que somos água que caminha,

poderíamos seguir esse conselho?
Só nas lembranças, já que o mar ou a lagoa nos espera.
  
Porém, um momento… há um poema de Miguel de Unamuno que talvez ofereça uma possibilidade de retorno.
Diz assim:

Noturno o rio das horas flui
desde seu manancial que é o amanhã eterno...

E faz sentido porque o que está por vir nos seus dias do presente

depende do que seu manancial ofereça.

Para completar, e já que estamos falando de poesia,
há um comentário de Jorge Luis Borges sobre esse poema, que diz o seguinte:

“A crença geral determinou que o rio das horas — o tempo — corre para o porvir.
Imaginar o caminho oposto não é menos razoável e é mais poético”
Vamos imaginar então e tentar,
não mudar nosso curso,
mas sim ter acesso às nossas nascentes.
 
E qual ele seria?

Talvez... não, dizer talvez não seja apropriado...
o acesso simplesmente o encontramos
na última estrofe do poema

Caminho
de Tatiane Sancho
que diz assim:
Produzindo novas esperanças,
meu coração de criança
renova-se e segue caminhando

Para leer el poema
Clique > AQUI <

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Foto do Río Paraná - Argentina
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Tema musical
River
Música e imagens são do Sitio pixabay
Imagem da bacia do Rio Amazonas
é do sitio Tunes Ambiental

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